Transformar «devia sair mais» em algo que realmente acontece
Eu costumava pensar que ser uma pessoa que gosta de estar ao ar livre significava fazer longas caminhadas, acampar e saber muito sobre equipamento. Essa ideia fazia parecer que era algo que se era ou não se era. Mas, quanto mais tempo passava ao ar livre, mais percebia que é muito mais simples do que isso. Gostar de estar ao ar livre não é um tipo de personalidade. É um conjunto de pequenos hábitos.
Não precisa de mudar a sua vida de um dia para o outro. Só precisa de começar a sair mais vezes.
A resposta curta
Para passar mais tempo ao ar livre:
- Comece por pouco e vá com frequência
- Escolha atividades de que goste
- Torne-o fácil e acessível
- Integre-o na sua rotina
- Experimente gradualmente coisas novas
O que importa é a consistência, não a intensidade.
1. Comece com momentos simples ao ar livre
Não precisa de começar com grandes aventuras.
Comece por:
- Caminhadas curtas
- Sentar-se num parque
- Beber café ao ar livre
- Um passeio rápido ao fim do dia
O objetivo é fazer com que estar ao ar livre pareça normal, e não um acontecimento.
Descobri que, quando começamos por pouco, torna-se mais fácil fazer mais sem nos obrigarmos.
2. Descubra do que realmente gosta
Nem toda a gente gosta das mesmas atividades ao ar livre.
Experimente opções diferentes:
- Caminhar ou fazer caminhadas ligeiras
- Andar de bicicleta
- Fazer piqueniques ou ler ao ar livre
- Visitar parques ou locais na natureza
Se gostar, vai repetir. É isso que mais importa.
3. Elimine os obstáculos
Quanto mais fácil for, maior será a probabilidade de ir.
Formas simples de reduzir os obstáculos:
- Mantenha o calçado de exterior pronto
- Tenha um percurso de eleição por perto
- Não leve coisas a mais nem planeie demasiado
Se começar exigir demasiado esforço, vai adiá-lo.
4. Faça disso parte da sua rotina
Os hábitos mantêm-se quando se encaixam no seu dia.
Experimente:
- Sair de casa depois das refeições
- Dar um passeio depois do trabalho
- Começar a manhã ao ar livre
Não está a acrescentar algo novo. Está a associá-lo a algo que já faz.
5. Não espere pelas condições perfeitas
Se só sai de casa quando:
- O tempo está perfeito
- Sente-se altamente motivado
Não sairá muitas vezes.
Em vez disso:
- Aceite os dias imperfeitos
- Vista-se adequadamente
- Mantenha a atividade curta, se necessário
A consistência é mais importante do que as condições.
6. Experimentar lentamente novas atividades ao ar livre
Quando se sentir confortável, amplie um pouco.
Pode:
- Experimentar uma caminhada mais longa
- Visitar um trilho novo
- Fazer uma simples viagem de campismo
Não precisa de se apressar. A curiosidade é suficiente.
7. Ir com outras pessoas (às vezes)
Estar ao ar livre com outras pessoas pode:
- Torná-lo mais agradável
- Ajudá-lo a manter o compromisso
- Apresentá-lo a novas atividades
Mas o tempo a sós também é valioso. Uma combinação funciona bem.
Três erros comuns
1. Pensar que precisa de ter “experiência”
Não precisa. Só precisa de começar.
2. Complicar demasiado
Planear demasiado cria resistência.
3. Tentar fazer demasiado depressa
Leva ao esgotamento em vez de criar um hábito.
Uma breve nota sobre a identidade
A certa altura, estar ligado ao ar livre deixa de ser algo em que tenta transformar-se. Passa a ser algo que faz naturalmente. Essa mudança acontece através da repetição, não do esforço.
A minha conclusão pessoal
Ser mais ligado ao ar livre tem que ver com frequência, não com intensidade. Comece por pouco, torne a experiência agradável e elimine tudo o que a torna mais difícil do que precisa de ser. Com o tempo, sair de casa passa a fazer parte da sua rotina normal. E é aí que acontece a verdadeira mudança.